Quando chega o verão lembro-me sempre do João, foi nesta altura que ele morreu. Além de me lembrar dele durante o resto do ano, nesta altura é impossível de evitar, porque morreu nesta altura e foi nesta altura que passámos algumas das nossas melhores histórias.
Se podia ter havido um melhor amigo, companheiro, animador, sorriso aberto pronto a fazer alguma das suas, tenho a certeza que não gostava de ter tido outro, se há outros não quero saber, este será para sempre o meu. Lembro-me porque foi tudo de uma forma rápida e de surpresa, sem hipóteses de despedidas ou coisas do género, não que ele fosse do género de gostar disso, tenho a certeza que acharia uma seca, mas sei que se ele soubesse sequer o que iria acontecer, pelo menos teria dito alguma daquelas coisas que só ele sabia puxar do fundo de si.
Não se perde facilmente uma pessoa assim, uma pessoa que vimos fazer as melhores e piores figuras da nossa história, uma pessoa com quem no mesmo dia por duas vezes estivemos perto de morrer, escapando a isso com uma alegre disposição. Perder este tipo de pessoas é o tipo de coisas que nos marca para o resto da vida, porque estas são as pessoas que são feitas para nos acompanhar, são feitas para viver connosco as histórias todas que ainda há, pessoas diferentes mas que encaixam tão bem que chega a ser assustadora a maneira como as coisas são. Da última vez que falámos todos da morte do João, como sempre rimo-nos, porque há sempre alguém que volta a contar uma história que já está meio esquecida, de alguma coisa que ele fez ou disse, eu especialmente tenho algumas que relembro com uma alegria e dor que são maiores que eu, a alegria de saber que vivi algo assim, a dor de perder alguém tão especial.
Não gosto de relembrar grandes momentos, mesmo que sejam pequenos, acho que as pessoas não foram feitas para entender aquilo que só intervenientes conseguem perceber numa história, essas posso partilhar com quem o conhecia e com quem teve a sorte de viver um pouco com ele. Já lá vão 5 anos, são anos demais para se estar sem alguém como o João, eu à semelhança de outras pessoas, recuso-me a apagar o contacto dele do meu telemóvel, mantenho-o nos contactos de messenger e guardo fotografias que tenho com ele, apenas dele ou qualquer coisa que me lembre ainda melhor a sorte que já tive.
Deixou além de amigos e amigas com saudades que nunca saberão colmatar, uma família e uma namorada, pessoas que prezava embora nem sempre fosse o seu género ser aquele que elogiava, gostava e eu consigo compreender o porquê, de gozar com as pessoas da sua forma a brincar, costumava dizer-me quando eu estudava, que a minha faculdade era um antro de mulheres e eu seria o capitão daquele barco do amor, dizia ele que eu tinha aquilo tudo esquematizado e preparado para nunca falhar, lamentava-se no entanto de quando ia às festas, nunca ter conseguido sair de lá senão com um filho de um embaixador russo (que ninguém conhecia), ambos bêbados, ou com professores meus (que ele também não conhecia), a perguntar-lhes por notas de exames e a dar sugestões para as aulas. Era assim, capaz das coisas mais bizarras que eu poderia esperar, a única pessoa que vi perseguir mosquitos com um taco de baseball, com sucesso notável.
É verão, é nesta altura que tenho de celebrar a perda de alguém assim, porque celebro a vida dele e a vida conjunta que me deu a mim e a outros amigos, celebro porque se lamuriasse muito tenho a certeza que ele arranjaria forma de me vir chamar um "conas".
Não acredito em muita coisa fora do físico, tenho dificuldade em aderir à ideia das almas e à vida para além do que aqui temos, não faço ideia se é possível ou não, sei que um dia irei descobrir, gostava que assim fosse para saber que o encontrava à minha espera, para onde quer que eu vá quando terminar a minha altura aqui, provavelmente estará sentado de tronco nú à porta de uma tenda, com o seu taco de baseball, talvez a dormir, talvez com a barba tão grande a queixar-se que parece Jesus, a cantarolar baixinho a música dos travis que ele cantava quando me chamava Capitão Gon, o U16 Girls. Não sei, mas sei que ele esteja onde estiver já está a preparar tudo para o dia em que lá chegarmos, a perguntar porque é que não levámos comida.
Um rapazinho muito especial
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Durante o fim-de-semana, durante uma situação que podia mudar o destino de tanta coisa, surge pelo meio da conversa a ideia e a necessidade de pensar sobre a importância que as pessoas acabam por ter na nossa vida, as que passam e as que ficam. Ainda sou demasiado novo para ter medos que não são da minha idade, mas também já demasiado velho para não os saber admitir e lidar com eles, o que assim dito acaba por tornar tudo ainda mais confuso se pensar nisso. A verdade é que pelo meio de alguns conselhos e confissões feitas num tom de voz baixinho, a frase "ela nunca serviu para ti, aliás não serve para gajo nenhum" acaba por me marcar quando estávamos a discutir outros problemas, não deixa de ser algo que nos deixa a pensar que as pessoas que temos, por vezes, por mais que queiramos fazer com que elas sirvam e se adaptem, simplesmente não nos servem; e tudo aquilo que sentimos passar e esvair-se de dentro de nós é apenas tudo o que demos e que por vezes nem tínhamos para dar, mas demos. Assim, somos levados a pensar que fomos apenas os melhores actores de um monólogo, onde falámos e dissertámos sobre o amor, a perda, a traição e a ressaca de perder alguém que julgávamos, nos queria tanto como nós a queríamos. Mas nem sempre queremos a mesma coisa, é bom saber o que queremos, é mau quando não sabemos o que queremos ou não sabemos como querer algo que sempre desejámos, esse provavelmente foi sempre o erro dela. Não sei se servia ou não para mim, para qualquer outro homem também não sei, sei que por comparação a histórias que se contam, coisas que se confessam, há um padrão muito grande de pouca abnegação do amor-próprio, fugaz e montado visualmente para fazer espalhafato, mas que não tem tanta substância quanto parece. A verdade é que contas feitas não há nada que se possa dizer mais, o assunto é algo mais que enterrado e que assim sendo, limita-se a ser algo que acaba por emergir de vez em quando, na ocasional lembrança de certas coisas ou na simples confissão de "às vezes tenho saudades dela, por mais que saiba que aquilo acabaria por não funcionar", o que gera a compreensão óbvia de que nem sempre amamos quem nos faz melhor, nem sempre damos a quem nos sabe dar de volta tudo o que esperávamos, nem sempre temos saudades de quem sente a nossa falta...e por vezes, quem sente a nossa falta, para nós não nos faz sentido nenhum e ignoramos.
O amor tem demasiados caminhos, estes que se falam são como os outros, não tenho dúvidas, complicados e que implicam sempre o investimento mútuo, não são melhores nem piores que os outros, qualquer um deles pressupõe que façamos o melhor e o pior, que saibamos entender os pontos que há no espectro total de uma relação, vamos discutir como vamos estar bem, vamos amaldiçoar o dia que nos apaixonámos porque nos trouxe a toda esta confusão e vamos dar graças pelo dia que nos sentimos arrebatados, porque a paixão é avassaladora. Vamos deixar-nos levar e vamos levar alguém connosco, nunca sabemos se para sempre ou só até amanhã, sem nunca ter um filtro certo para perceber qual é a pessoa ideal.
Quando me dizem "tens de ter mais cuidado com as pessoas" eu admito que sim, as pessoas são sempre uma surpresa, revelam sempre partes inesperadas, mas não me parece possível entender quem realmente serve, mas admito que há sinais e sinais que não devem ser ignorados, não que agora seja hora de os renegar e chorar por cima deles, está feito e o que havia a fazer devia ter sido feito na altura, bem como tudo o resto que fizemos está feito e nada o pode apagar.
Levamos segredos connosco, levamos histórias que provavelmente nunca partilhámos quando tudo acabou, levamos demasiada coisa connosco, é por isso que o amor nos pesa, é por isso que tanto o vencedor como o derrotado de uma relação que termina são ambos uns desgraçados que no final acabam por sofrer, cada um para o seu canto.
A história poderia nunca ter fim, mas neste caso tem um fim, a conclusão que provavelmente não tinha futuro, seja lá por culpa de quem for, embora eu tenha um suspeito eleito, aliás que muita gente concordará. Mas isso não faz nada senão agravar o sentimento de raiva ou de injustiça, as pessoas mudam e só podemos desejar que nunca tivessem mudado, mas afinal de contas isso se calhar só prova que cresceram e no início eram mais imaturas, se calhar mais do que pensavam que eram, levando-nos à conclusão que há pessoas que acabam por evoluir ao contrário nas relações, quanto mais se pode desejar e querer proximidade, mais se afastam, mais se fecham e mais pensam que se calhar ser criança é uma das melhores coisas que a vida nos pode oferecer, crescer é difícil, ter medo é difícil e enfrentar as coisas como elas são é uma tarefa que não tem estatuto, não tem grau académico nem tem beleza, as pessoas quando não sabem ser o que deviam ser acabam apenas por ser fracas fugitivas do destino que lhes está reservado, consolam-se na ideia de que vão ficar sempre sozinhas porque acabam sempre por estragar tudo, estarão sempre em forma porque irão passar a vida a fugir do que querem realmente fazer.
O amor tem demasiados caminhos, estes que se falam são como os outros, não tenho dúvidas, complicados e que implicam sempre o investimento mútuo, não são melhores nem piores que os outros, qualquer um deles pressupõe que façamos o melhor e o pior, que saibamos entender os pontos que há no espectro total de uma relação, vamos discutir como vamos estar bem, vamos amaldiçoar o dia que nos apaixonámos porque nos trouxe a toda esta confusão e vamos dar graças pelo dia que nos sentimos arrebatados, porque a paixão é avassaladora. Vamos deixar-nos levar e vamos levar alguém connosco, nunca sabemos se para sempre ou só até amanhã, sem nunca ter um filtro certo para perceber qual é a pessoa ideal.
Quando me dizem "tens de ter mais cuidado com as pessoas" eu admito que sim, as pessoas são sempre uma surpresa, revelam sempre partes inesperadas, mas não me parece possível entender quem realmente serve, mas admito que há sinais e sinais que não devem ser ignorados, não que agora seja hora de os renegar e chorar por cima deles, está feito e o que havia a fazer devia ter sido feito na altura, bem como tudo o resto que fizemos está feito e nada o pode apagar.
Levamos segredos connosco, levamos histórias que provavelmente nunca partilhámos quando tudo acabou, levamos demasiada coisa connosco, é por isso que o amor nos pesa, é por isso que tanto o vencedor como o derrotado de uma relação que termina são ambos uns desgraçados que no final acabam por sofrer, cada um para o seu canto.
A história poderia nunca ter fim, mas neste caso tem um fim, a conclusão que provavelmente não tinha futuro, seja lá por culpa de quem for, embora eu tenha um suspeito eleito, aliás que muita gente concordará. Mas isso não faz nada senão agravar o sentimento de raiva ou de injustiça, as pessoas mudam e só podemos desejar que nunca tivessem mudado, mas afinal de contas isso se calhar só prova que cresceram e no início eram mais imaturas, se calhar mais do que pensavam que eram, levando-nos à conclusão que há pessoas que acabam por evoluir ao contrário nas relações, quanto mais se pode desejar e querer proximidade, mais se afastam, mais se fecham e mais pensam que se calhar ser criança é uma das melhores coisas que a vida nos pode oferecer, crescer é difícil, ter medo é difícil e enfrentar as coisas como elas são é uma tarefa que não tem estatuto, não tem grau académico nem tem beleza, as pessoas quando não sabem ser o que deviam ser acabam apenas por ser fracas fugitivas do destino que lhes está reservado, consolam-se na ideia de que vão ficar sempre sozinhas porque acabam sempre por estragar tudo, estarão sempre em forma porque irão passar a vida a fugir do que querem realmente fazer.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Fazem-me confusão as mulheres que num acesso de libertinagem, quase emancipação ridícula da miúda que quer ser mulher, se ofendem com homens que lhes gostam de pagar cafés, águas, jantares, etc. Não é a perspectiva do paizinho dominador que também tiveram em casa, é a perspectiva de às vezes pagas tu e às vezes pago eu, ninguém lhes quer mostrar nada senão boa-vontade. Não falo da minha ex-namorada, nisso e em tantas outras coisas (felizmente) era espectacular, não se ofendia e tanto pagava como deixava que pagassem, acontece que às vezes dá jeito até pagar. Falo mesmo de outras mulheres, acho que será o hábito péssimo de conhecermos pessoas depois de termos uma relação, o hábito de comparar as pessoas ao que tínhamos e logo ali, há uma desilusão como poucas tivemos até hoje (depende da quantidade de vezes que procuramos logo uma mulher a seguir a perdermos outra). Se bem que não o devemos fazer, é algo que vamos fazer, quer queiramos quer não, estamos habituados a um padrão de coisas, de pessoas que escolhemos e nos escolhem, que nos agradam e a quem agradamos, para depois passarmos para pedaços de um objecto que nunca foi aquilo que procurámos na verdade, seja porque é gorda ou magra demais, porque não diz duas seguidas, porque se ri como um cavalo ou outro qualquer animal que deva estar numa quinta, porque se ofende se pagamos a conta.
Faz-me confusão apenas a última parte, estas afinal são pessoas que não são culpadas daquilo que se passou connosco, logo são como são, quem somos nós para criticar? Mas a estupidez de ficar ofendido com o pagar de uma conta é absurdo, quase a roçar os limites edipianos da transferência, só falta chamar o paizinho ou termos bigode como o pai (os pais acabam sempre por ter um bigode e isso fica-nos na memória), as pessoas são estúpidas ao ponto de acreditar realmente naquilo que dizem, com o prejuízo de não acreditar em muito mais.
Falo do ponto de vista de quem ainda se acha um tanto ou quanto deprimido com a situação de perda da minha namorada, acredite ou não naquilo que digo, sei que não é algo que saia tão facilmente como eu acho que sai ou como parece que lhe saiu a ela, o que é sempre duvidoso, porque as mulheres escondem muito bem o que sentem e ai de quem descubra que realmente o que estão a sofrer, a vida é boa, há gelados e sexo e a cidade, há amigas e também há rebound guys, no caso não devem faltar, até porque a moça é toda gira.
E falando deste ponto de vista, acredito perfeitamente que sou levado a crer que também o mundo e as pessoas são piores do que realmente são, nesta altura apesar de me dar grato por não ter ninguém a quem me justificar, por evitar discussões estúpidas por causa de sabe-se lá o quê, por não ter de pensar em coisas diferentes para fazer, também falta o resto, um cinema, um passeio, uma tarde numa praia vazia e podem dizer-me que tenho amigos, tenho os que preciso e são um espectáculo, mas isso compensa o que tem de compensar,não faz o resto e ainda bem que não. Mas valha-me deus, eu não procuro isso numa pessoa que convido para beber um café, uma pessoa que não conheço, procuro um bocado de conversa, se for possível rir-me tanto melhor, mas aquela ideia da ofensa com a conta tira-me do sério! Isto já foi até há demasiado tempo para só escrever sobre isto agora, tenho até mais coisas na cabeça para escrever, mas hoje irritou-me pensar nisto, bem sei porquê, porque no café pensaram que eu e uma moça gira que estava ao meu lado a beber café estávamos juntos, então quando ela perguntou quanto era, disseram-lhe o preço dos dois cafés, ela riu-se e eu também, um bocado embaraçoso, cada um pagou o seu mas aqui até se justifica. No entanto, se mais alguma vez a vir por lá, o próximo café pago-o eu ou pergunto-lhe se quer pagar, desde que ela não olhe com ar de quem lhe roubou a virgindade e foi anunciar a toda gente, ou que não pense que a estou a inferiorizar, é que estas coisas nunca se sabe, elas podem ser giras, podem fazer tanta coisa e no entanto ser umas pequenas bestas, eu sei, começo a ficar especialista em tentar domar animais destes.
Faz-me confusão apenas a última parte, estas afinal são pessoas que não são culpadas daquilo que se passou connosco, logo são como são, quem somos nós para criticar? Mas a estupidez de ficar ofendido com o pagar de uma conta é absurdo, quase a roçar os limites edipianos da transferência, só falta chamar o paizinho ou termos bigode como o pai (os pais acabam sempre por ter um bigode e isso fica-nos na memória), as pessoas são estúpidas ao ponto de acreditar realmente naquilo que dizem, com o prejuízo de não acreditar em muito mais.
Falo do ponto de vista de quem ainda se acha um tanto ou quanto deprimido com a situação de perda da minha namorada, acredite ou não naquilo que digo, sei que não é algo que saia tão facilmente como eu acho que sai ou como parece que lhe saiu a ela, o que é sempre duvidoso, porque as mulheres escondem muito bem o que sentem e ai de quem descubra que realmente o que estão a sofrer, a vida é boa, há gelados e sexo e a cidade, há amigas e também há rebound guys, no caso não devem faltar, até porque a moça é toda gira.
E falando deste ponto de vista, acredito perfeitamente que sou levado a crer que também o mundo e as pessoas são piores do que realmente são, nesta altura apesar de me dar grato por não ter ninguém a quem me justificar, por evitar discussões estúpidas por causa de sabe-se lá o quê, por não ter de pensar em coisas diferentes para fazer, também falta o resto, um cinema, um passeio, uma tarde numa praia vazia e podem dizer-me que tenho amigos, tenho os que preciso e são um espectáculo, mas isso compensa o que tem de compensar,não faz o resto e ainda bem que não. Mas valha-me deus, eu não procuro isso numa pessoa que convido para beber um café, uma pessoa que não conheço, procuro um bocado de conversa, se for possível rir-me tanto melhor, mas aquela ideia da ofensa com a conta tira-me do sério! Isto já foi até há demasiado tempo para só escrever sobre isto agora, tenho até mais coisas na cabeça para escrever, mas hoje irritou-me pensar nisto, bem sei porquê, porque no café pensaram que eu e uma moça gira que estava ao meu lado a beber café estávamos juntos, então quando ela perguntou quanto era, disseram-lhe o preço dos dois cafés, ela riu-se e eu também, um bocado embaraçoso, cada um pagou o seu mas aqui até se justifica. No entanto, se mais alguma vez a vir por lá, o próximo café pago-o eu ou pergunto-lhe se quer pagar, desde que ela não olhe com ar de quem lhe roubou a virgindade e foi anunciar a toda gente, ou que não pense que a estou a inferiorizar, é que estas coisas nunca se sabe, elas podem ser giras, podem fazer tanta coisa e no entanto ser umas pequenas bestas, eu sei, começo a ficar especialista em tentar domar animais destes.
domingo, 25 de julho de 2010
A depressão é cobarde, às vezes apanha-nos por trás e não hesita em golpear. Acontece...vive-se com isso.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
...e parece que daquela cara não desaparece nunca o sorriso, nem o ar depravado, ou para esse efeito, as bocas atordoantes que não páram de cair. Era de pensar que raio de efeito tem ela sobre mim, vai na volta o mesmo que já teve.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
A História
A-história-da-menina-mulher-que-não-gostava-de-si-mas-fingia-gostar.
A menina que rodava rodava rodava, um dia caiu,
levou tudo consigo, até mesmo o que não pediu.
Devolveu heranças e tesouros, talvez a pedido, talvez à força,
mas nunca ninguém lhe pediu que tivesse de lhe pedir tudo de volta.
Bastava ficar, não cair, aguentar, oh mas isso era exactamente o mais difícil de conseguir
respirar o ar
com calma,
não olhar à volta e entrar em pânico....meu deus meu deus o que se vai passar???!!???
Nada, absolutamente nada, se tu poderes por 1 segundo apenas respirar e confiar.
Fica tudo bem e tudo quieto, se esperares outro segundo vou-te mostrar.
Não acreditas? Tudo bem....tudo bem...acho que assim tudo vai piorar.
E choras e choras, não páras de chorar, ora isto ora aquilo,
pára de chorar, pára um minuto para amar.
A menina rodava, rodava como continuará a rodar, à roda e na roda em que gosta de rodar,
entre quem segreda as coisas e não é capaz de censurar, segredam-lhe mentiras e verdades,
para a menina não parar de rodar.
Não gosta de pensar em gostar, isso é demasiado complicado,
gasta-se tempo, energias e afecto, quando podemos fingir que tudo está bem
para que nos vamos preocupar?
Irá sempre haver alguém, aposto que sei quem, mas não vou denunciar,
fica comigo e com quem quiser a menina que seja o próximo a rodar,
rodando tantas vezes, até ela cair, chorar e num súbito salto,
como que fugindo do diabo e do inferno que lhe correm no encalço,
se evaporar.
Não é de um sonho nem de algo que não se possa materializar, quem roda nesta roda,
que nunca pára nem nunca cessa de melhorar, sabe que um dia a roda pára, a menina pára,
o caos começa, o sol não brilha e eventualmente, de madrugada, às vezes, pareço que ainda a ouço chorar.
A menina que rodava rodava rodava, um dia caiu,
levou tudo consigo, até mesmo o que não pediu.
Devolveu heranças e tesouros, talvez a pedido, talvez à força,
mas nunca ninguém lhe pediu que tivesse de lhe pedir tudo de volta.
Bastava ficar, não cair, aguentar, oh mas isso era exactamente o mais difícil de conseguir
respirar o ar
com calma,
não olhar à volta e entrar em pânico....meu deus meu deus o que se vai passar???!!???
Nada, absolutamente nada, se tu poderes por 1 segundo apenas respirar e confiar.
Fica tudo bem e tudo quieto, se esperares outro segundo vou-te mostrar.
Não acreditas? Tudo bem....tudo bem...acho que assim tudo vai piorar.
E choras e choras, não páras de chorar, ora isto ora aquilo,
pára de chorar, pára um minuto para amar.
A menina rodava, rodava como continuará a rodar, à roda e na roda em que gosta de rodar,
entre quem segreda as coisas e não é capaz de censurar, segredam-lhe mentiras e verdades,
para a menina não parar de rodar.
Não gosta de pensar em gostar, isso é demasiado complicado,
gasta-se tempo, energias e afecto, quando podemos fingir que tudo está bem
para que nos vamos preocupar?
Irá sempre haver alguém, aposto que sei quem, mas não vou denunciar,
fica comigo e com quem quiser a menina que seja o próximo a rodar,
rodando tantas vezes, até ela cair, chorar e num súbito salto,
como que fugindo do diabo e do inferno que lhe correm no encalço,
se evaporar.
Não é de um sonho nem de algo que não se possa materializar, quem roda nesta roda,
que nunca pára nem nunca cessa de melhorar, sabe que um dia a roda pára, a menina pára,
o caos começa, o sol não brilha e eventualmente, de madrugada, às vezes, pareço que ainda a ouço chorar.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
A comédia não cessa, há sempre alguma coisa que me faz rir. Se por um lado me acho estúpido por andar em guerras parvas com a minha ex-namorada, quem é que me manda ir falar com ela? Epá, não quer dizer mais nada, não diz, acho que está feliz da vida, ou anda a enganar-se com outra coisa qualquer. A questão volta a ser a mesma, que raio tenho eu a ver com isso? Filmes à parte, porque a minha cabeça já fez alguns e acho que ainda tem outros de reserva, é estúpido e acaba por ser só um massacre para mim, porque ando ali a bater, literalmente com os cornos que ela me pôs, na parede. Ela diria que já sofreu e pagou por ter feito asneira, eu digo que não, porque o castigo para isso devia ser eterno, além de um par de cornos muito bem metido repetidamente na cabeça dela, é só a minha opinião, nada que importe.. só se sente realmente a dor de quem é enganado, quando se é enganado também e se sofre e pensa tudo aquilo que se tem a pensar, as desculpas podem ser sinceras mas não valem de muito.
Depois há aquela outra, realmente pouco importante, mas que ontem não conseguia arranjar nada melhor para me dizer que tinha arranjado namorado, ou seja, acaba por ser um arraial de emoções que ninguém sabe muito bem o que esperar, mete aquilo ali muita bem metido, no meio da conversa casual, quase de quem diz de repente "ah comprei uns sapatos novos, queres ver?.........O meu NAMORADO acha-os muito giros!". Ora, se te fosses foder no meio dos cavalos selvagens e lhes sacasses uns broches pelo caminho? Não?
Há dias que não vale mesmo a pena falar com mulheres, sejam aquelas que pensamos conhecer ou aquelas que gostávamos de conhecer, qualquer uma das categorias acaba por ser só uma desilusão, há dias assim, que parece que nunca vão terminar, felizmente há sempre alguém para atenuar um pouco isto.
Depois há aquela outra, realmente pouco importante, mas que ontem não conseguia arranjar nada melhor para me dizer que tinha arranjado namorado, ou seja, acaba por ser um arraial de emoções que ninguém sabe muito bem o que esperar, mete aquilo ali muita bem metido, no meio da conversa casual, quase de quem diz de repente "ah comprei uns sapatos novos, queres ver?.........O meu NAMORADO acha-os muito giros!". Ora, se te fosses foder no meio dos cavalos selvagens e lhes sacasses uns broches pelo caminho? Não?
Há dias que não vale mesmo a pena falar com mulheres, sejam aquelas que pensamos conhecer ou aquelas que gostávamos de conhecer, qualquer uma das categorias acaba por ser só uma desilusão, há dias assim, que parece que nunca vão terminar, felizmente há sempre alguém para atenuar um pouco isto.
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