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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Fazem-me confusão as mulheres que num acesso de libertinagem, quase emancipação ridícula da miúda que quer ser mulher, se ofendem com homens que lhes gostam de pagar cafés, águas, jantares, etc. Não é a perspectiva do paizinho dominador que também tiveram em casa, é a perspectiva de às vezes pagas tu e às vezes pago eu, ninguém lhes quer mostrar nada senão boa-vontade. Não falo da minha ex-namorada, nisso e em tantas outras coisas (felizmente) era espectacular, não se ofendia e tanto pagava como deixava que pagassem, acontece que às vezes dá jeito até pagar. Falo mesmo de outras mulheres, acho que será o hábito péssimo de conhecermos pessoas depois de termos uma relação, o hábito de comparar as pessoas ao que tínhamos e logo ali, há uma desilusão como poucas tivemos até hoje (depende da quantidade de vezes que procuramos logo uma mulher a seguir a perdermos outra). Se bem que não o devemos fazer, é algo que vamos fazer, quer queiramos quer não, estamos habituados a um padrão de coisas, de pessoas que escolhemos e nos escolhem, que nos agradam e a quem agradamos, para depois passarmos para pedaços de um objecto que nunca foi aquilo que procurámos na verdade, seja porque é gorda ou magra demais, porque não diz duas seguidas, porque se ri como um cavalo ou outro qualquer animal que deva estar numa quinta, porque se ofende se pagamos a conta.
Faz-me confusão apenas a última parte, estas afinal são pessoas que não são culpadas daquilo que se passou connosco, logo são como são, quem somos nós para criticar? Mas a estupidez de ficar ofendido com o pagar de uma conta é absurdo, quase a roçar os limites edipianos da transferência, só falta chamar o paizinho ou termos bigode como o pai (os pais acabam sempre por ter um bigode e isso fica-nos na memória), as pessoas são estúpidas ao ponto de acreditar realmente naquilo que dizem, com o prejuízo de não acreditar em muito mais.
Falo do ponto de vista de quem ainda se acha um tanto ou quanto deprimido com a situação de perda da minha namorada, acredite ou não naquilo que digo, sei que não é algo que saia tão facilmente como eu acho que sai ou como parece que lhe saiu a ela, o que é sempre duvidoso, porque as mulheres escondem muito bem o que sentem e ai de quem descubra que realmente o que estão a sofrer, a vida é boa, há gelados e sexo e a cidade, há amigas e também há rebound guys, no caso não devem faltar, até porque a moça é toda gira.
E falando deste ponto de vista, acredito perfeitamente que sou levado a crer que também o mundo e as pessoas são piores do que realmente são, nesta altura apesar de me dar grato por não ter ninguém a quem me justificar, por evitar discussões estúpidas por causa de sabe-se lá o quê, por não ter de pensar em coisas diferentes para fazer, também falta o resto, um cinema, um passeio, uma tarde numa praia vazia e podem dizer-me que tenho amigos, tenho os que preciso e são um espectáculo, mas isso compensa o que tem de compensar,não faz o resto e ainda bem que não. Mas valha-me deus, eu não procuro isso numa pessoa que convido para beber um café, uma pessoa que não conheço, procuro um bocado de conversa, se for possível rir-me tanto melhor, mas aquela ideia da ofensa com a conta tira-me do sério! Isto já foi até há demasiado tempo para só escrever sobre isto agora, tenho até mais coisas na cabeça para escrever, mas hoje irritou-me pensar nisto, bem sei porquê, porque no café pensaram que eu e uma moça gira que estava ao meu lado a beber café estávamos juntos, então quando ela perguntou quanto era, disseram-lhe o preço dos dois cafés, ela riu-se e eu também, um bocado embaraçoso, cada um pagou o seu mas aqui até se justifica. No entanto, se mais alguma vez a vir por lá, o próximo café pago-o eu ou pergunto-lhe se quer pagar, desde que ela não olhe com ar de quem lhe roubou a virgindade e foi anunciar a toda gente, ou que não pense que a estou a inferiorizar, é que estas coisas nunca se sabe, elas podem ser giras, podem fazer tanta coisa e no entanto ser umas pequenas bestas, eu sei, começo a ficar especialista em tentar domar animais destes.

domingo, 25 de julho de 2010

A depressão é cobarde, às vezes apanha-nos por trás e não hesita em golpear. Acontece...vive-se com isso.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

...e parece que daquela cara não desaparece nunca o sorriso, nem o ar depravado, ou para esse efeito, as bocas atordoantes que não páram de cair. Era de pensar que raio de efeito tem ela sobre mim, vai na volta o mesmo que já teve.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A História

A-história-da-menina-mulher-que-não-gostava-de-si-mas-fingia-gostar.

A menina que rodava rodava rodava, um dia caiu,
levou tudo consigo, até mesmo o que não pediu.
Devolveu heranças e tesouros, talvez a pedido, talvez à força,
mas nunca ninguém lhe pediu que tivesse de lhe pedir tudo de volta.
Bastava ficar, não cair, aguentar, oh mas isso era exactamente o mais difícil de conseguir
respirar o ar
com calma,
não olhar à volta e entrar em pânico....meu deus meu deus o que se vai passar???!!???
Nada, absolutamente nada, se tu poderes por 1 segundo apenas respirar e confiar.
Fica tudo bem e tudo quieto, se esperares outro segundo vou-te mostrar.
Não acreditas? Tudo bem....tudo bem...acho que assim tudo vai piorar.
E choras e choras, não páras de chorar, ora isto ora aquilo,
pára de chorar, pára um minuto para amar.
A menina rodava, rodava como continuará a rodar, à roda e na roda em que gosta de rodar,
entre quem segreda as coisas e não é capaz de censurar, segredam-lhe mentiras e verdades,
para a menina não parar de rodar.
Não gosta de pensar em gostar, isso é demasiado complicado,
gasta-se tempo, energias e afecto, quando podemos fingir que tudo está bem
para que nos vamos preocupar?
Irá sempre haver alguém, aposto que sei quem, mas não vou denunciar,
fica comigo e com quem quiser a menina que seja o próximo a rodar,
rodando tantas vezes, até ela cair, chorar e num súbito salto,
como que fugindo do diabo e do inferno que lhe correm no encalço,
se evaporar.
Não é de um sonho nem de algo que não se possa materializar, quem roda nesta roda,
que nunca pára nem nunca cessa de melhorar, sabe que um dia a roda pára, a menina pára,
o caos começa, o sol não brilha e eventualmente, de madrugada, às vezes, pareço que ainda a ouço chorar.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

A comédia não cessa, há sempre alguma coisa que me faz rir. Se por um lado me acho estúpido por andar em guerras parvas com a minha ex-namorada, quem é que me manda ir falar com ela? Epá, não quer dizer mais nada, não diz, acho que está feliz da vida, ou anda a enganar-se com outra coisa qualquer. A questão volta a ser a mesma, que raio tenho eu a ver com isso? Filmes à parte, porque a minha cabeça já fez alguns e acho que ainda tem outros de reserva, é estúpido e acaba por ser só um massacre para mim, porque ando ali a bater, literalmente com os cornos que ela me pôs, na parede. Ela diria que já sofreu e pagou por ter feito asneira, eu digo que não, porque o castigo para isso devia ser eterno, além de um par de cornos muito bem metido repetidamente na cabeça dela, é só a minha opinião, nada que importe.. só se sente realmente a dor de quem é enganado, quando se é enganado também e se sofre e pensa tudo aquilo que se tem a pensar, as desculpas podem ser sinceras mas não valem de muito.
Depois há aquela outra, realmente pouco importante, mas que ontem não conseguia arranjar nada melhor para me dizer que tinha arranjado namorado, ou seja, acaba por ser um arraial de emoções que ninguém sabe muito bem o que esperar, mete aquilo ali muita bem metido, no meio da conversa casual, quase de quem diz de repente "ah comprei uns sapatos novos, queres ver?.........O meu NAMORADO acha-os muito giros!". Ora, se te fosses foder no meio dos cavalos selvagens e lhes sacasses uns broches pelo caminho? Não?
Há dias que não vale mesmo a pena falar com mulheres, sejam aquelas que pensamos conhecer ou aquelas que gostávamos de conhecer, qualquer uma das categorias acaba por ser só uma desilusão, há dias assim, que parece que nunca vão terminar, felizmente há sempre alguém para atenuar um pouco isto.

quinta-feira, 1 de julho de 2010




Com esta senhora no mundial penso que todo o mundo futebolístico se anima, a moça torce pelo Paraguai, mas realmente isso não interessa a ninguém, porque todos torcemos por ela, ou aliás, não nos importávamos de a torcer toda. Acho virtuosa a forma como suporta o seu telemóvel, nem que fosse por apenas uns instantes gostava de estar ali, a fazer-lhe uma chamada. Tirando isso, é óbvio que os atributos não passam despercebidos, abre bem a goela, fica excitada com futebol e tem mamas. O que não é assim tão comum, porque há uma diferença entre as mulheres que festejam o futebol, que se misturam com a gente do futebol mas realmente não fazem parte daquele cenário, e aquelas que vestem a camisola do seu país e o seu clube, saltam, dizem asneiras, bebem cerveja (mas tanto se me dá se bebem seja água ou não) e vão vibrando com este desporto tão animalesco que é o futebol.
A Larissa Riquelme, é esse o seu nome, não apenas "A gaja das mamas boas e grandes".
Se Portugal não fez um cú no mundial, então alguém fez cú e não só a esta menina. Não ponho mais fotos porque senão nem eu aguento continuar a escrever, mas bem haja o pai desta menina, bem empregue o tempo que passou de rabo para o ar a fazê-la. Obrigado.