Páginas

sábado, 26 de junho de 2010

Nunca fui adepto das pessoas em geral, na maior parte dos casos quando passo na rua pelas pessoas assusto-me com aquilo que vejo, regra geral há sempre um freak-show a decorrer à nossa volta, ora é a mãezinha que insiste em gritar com o filhote porque o Rúben ou Fábio, nomes bastante em voga, querem um gelado. Ora se a criança quer um gelado, podem não lho dar, mas temos todos de compartilhar a vossa disfuncionalidade? Gritem à vontade em casa, as criancinhas vão adorar ou odiar, possivelmente crescer uns adultos completamente estúpidos, agarrados à mãe ou tornar-se uns criminosos de primeira ordem. Mas nem é só isso, além das mães e dos pais que gritam muito, há os pais que não ligam nenhuma ou fazem aquele ar de frete, vamos lá buscar o puto à escola e ver se me despacho, sim porque há sempre algum sítio para ir nestes casos, nem que seja o café, amaldiçoar a vida que nunca puderam alterar e hoje em dia, constatam-se casados com uma gorda, regra geral parideira de vários filhotes ou então, uma frígida que prefere carpir as mágoas de ter casado com um bruto, labrego alheado do romantismo que sonhavam ter ao olhar os posters do tom cruise e do bon jovi.
Aqui começa a definição das equipas para o chamado campeonato nacional da violência doméstica na modalidade de famílias disfuncionais. A tia que tem ar de pêga, solteirona dos sete costados que só vê é homens à frente, que masca pastilha de boca aberta. O avô coitado já semi-demente que só reclama, os primos que são estúpidos a dar com um pau, usam fios de ouro e ouvem a música a altos berros no telemóvel, os irmãos que sonham em ser campeões labregos do tuning num saxo cup, a irmã que tem só 14 anos mas já sai à rua de calções mínimos e um decote que as mamas, outrora inexistentes e agora a bater no limiar da teta, só saltam para fora. E ela curte é "damos", zés do boné, porque ao menos enquanto andar com eles não há grandes possibilidades de serem roubadas. Mas roubar o quê? O orgulho ou a dignidade?
Olhamos à volta e há um verdadeiro freak-show de pessoas, desde estes que se falou aos que olham como eu, os que ficam calados, os que falam sozinhos, os que profetizam e até os que tocam música no metro e reclamam connosco do azar de serem cegos, como se a culpa fosse nossa.
Não odeio ninguém nem o pretendo fazer, mas às vezes olho à volta e pergunto-me onde é que tudo isto vai acabar.
As pessoas são muito estúpidas, na maior parte um bando de ingratos que não sabe o que tem de fazer para ser minimamente decente, devíamos poder viver só à base de relações com Labradores, nunca dei por um que não fosse amoroso ou querido, fiel e companheiro. Com a vantagem que não reclamam e tanto quanto eu entendo, não pronunciam mal palavras como Sofá ou Drogado. Há muita gente estúpida e eu talvez seja a prova disso também, perco tempo a falar sobre as coisas que me dão comichão, mas é mesmo assim, fiz isto exactamente para não estar calado.

Sem comentários:

Enviar um comentário